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Histórias & Cia

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Tempo



O que é tempo?
Onde encontramos?
Está a venda, ou está em falta?
Está em falta!

Falta tempo para ter tempo.
Falta tempo para pensar em ter tempo.
Falta tempo...

Tempo para ver coisas simples, como o bater das asas de uma borboleta...
Tempo para ouvir o cantar dos pássaros...
Tempo para se faze o que se gosta de fazer...
Tempo para escrever... ler...

Mas, o que é tempo?

É o passar das horas, dos dias, dos anos, dos pensamentos, dos sentimentos, das emoções, dos desejos...
É o instante em se para e não se preocupa com o passar dele, o tempo...

Que se dedica ao que se gosta de fazer e não ao que se tem que fazer.
Como ter tempo em um mundo que corre contra o tempo?
Como ter tempo para...
... sorrir...
... brincar...
... sonhar...
... amar...
...chorar...
...escrever!

O tempo somos que fazemos...
Mas como criar tempo para tudo que queremos fazer?

Preciso de tempo... para ter tempo...

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Mimi



Mimi nasceu em julho de 2002. Veio para nossa casa com 1 mês e meio aproximadamente. Era a gatinha mais linda do mundo!!! Uma princesinha.

Mimi era brincalhona, manhosa e muito carinhosa. Adorava brincar com bolinhas feitas de papel. Quando eu estava estudando, ficava o tempo todo mexendo com meus lápis, canetas e com qualquer coisa que se movimentasse.

Era uma lady! Muito educada e asseada. Comia muito devagar e sempre, sempre olhava para nós como se quisesse agradecer pelo alimento.

Mimi teve duas gestações. Na primeira, nasceram três gatinhos: dois menininhos, um todo pretinho e outro preto e branco e uma menininha que, apesar de ser preta e branca, era muito parecida com a mãe. Até as manchinhas no rosto eram iguais as da mãe. Mimi era uma mãe responsável e carinhosa com seus bebês.

Doamos os menininhos e ficamos com a menininha. Minha linda sobrinha chamou-a de Jade.

Na segunda gestação, os gatinhos passaram do tempo de nascer e Mimi começou a ter sangramento. Quase a perdemos. Ela foi operada as pressas e precisou tirar o útero junto com os gatinhos que já haviam morrido. Mimi ficou mais dengosa ainda...

Mimi dormia dentro de casa, fazia parte da família, só faltava falar conosco. Mimi tinha um defeito que nos preocupava: adorava caçar passarinhos.

Em julho de 2007, chegamos em casa e recebemos a notícias de que ela havia sido envenenada. Minha mãe ainda a socorreu, levando-a até um veterinário. Aplicaram uma injeção nela, mas já era tarde demais. Mimi faleceu. Choramos muito e ficamos revoltados!

Temos um vizinho que cria passarinhos e a Mimi costumava visitar seu quintal, infelizmente a ignorância dele impediu-o de proteger seus lindos passarinhos, sem acabar com a vida da minha querida gatinha!


Os seres humanos são assim... egoístas. Para o meu vizinho, somente seus passarinhos são importantes e precisam ser protegidos. Mimi era um animal dócil, porém inconsciente, que caçava passarinhos. Não acho que ela devesse ter esse comportamento, entretanto o mesmo faz parte do instinto felino e a única maneira de evitá-lo é deixando os passarinhos em um lugar seguro. Aliás, humano que se presa não mantem passarinhos presos em gaiolas. Deus os fez com asas para que ficassem longe dos felinos. O homem, com sua estúpida ignorância, prende o passarinho em gaiolas e ainda quer que o gato tenha consciência de não caçá-lo...

Quem é o animal inconsciente? O gato, ou o meu vizinho?